A ausência de atividade física gera impactos na saúde pública

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A ausência de atividade física gera impactos na saúde pública

Os princípios da dignidade e da igualdade social norteiam as ações de saúde pública em diferentes nações, são fundamentais para preservar o bem-estar físico e mental das pessoas, dando a elas acesso a serviços sem distinção de classe, credo ou cor. Isso porque a saúde pública parte do princípio de que a saúde é indispensável para uma vida digna, e deve estar ao alcance de todas as pessoas.

Existem várias definições para a saúde pública. No entanto, uma das mais conhecidas foi formulada no ano de 1920, pelo professor da Universidade Yale, Charles Winslow. “Saúde pública é a arte e a ciência de prevenir a doença e a incapacidade, prolongar a vida e promover a saúde física e mental mediante esforços organizados da comunidade”.

A oferta da saúde pública no Brasil foi uma conquista social muito importante, pois permitiu que as pessoas tenham acesso a consultas, exames e tratamentos de forma democrática. A Constituição Federal de 1988, assegura que todas as pessoas têm garantia universal, indiferente de classe, e ganhou vida com a estruturação do Sistema Único de Saúde (SUS), que dividiu as responsabilidades entre as esferas federal, estadual e municipal.

A organização mundial da saúde (OMS), em novo relatório, fez um alerta de que quase 500 milhões de pessoas no mundo todo, vão desenvolver doenças cardíacas, obesidade ou doenças ocasionadas pela falta de atividade física até 2030, e destaca que os custos com este problema de saúde pública podem chegar a US$ 27 bilhões ao ano. Informa que é preciso que os governantes mundiais juntamente com a sociedade façam alguma coisa, e, que a prevenção é algo mais barato do que tratar de diabetes, obesidade, câncer, derrame e infarto.

Na era moderna, a medicina enfrenta desafios da saúde pública que exigem atenção imediata e soluções inovadoras. Um dos fatores de maior importância e relevância é o envelhecimento da população, e é um fenômeno global que traz consigo uma série de desafios para a saúde pública. À medida que a população mundial envelhece, há uma maior demanda por serviços de saúde especializados para tratar condições relacionadas à idade, como demência, osteoartrite e doenças crônicas. Isso coloca pressão sobre os sistemas de saúde para fornecer cuidados de qualidade e suporte adequado aos idosos.

Estamos vivendo em uma época de desafios, em um estilo de vida pós pandemia, e atualmente muitas tecnologias foram criadas, substituindo diversas atividades humanas. Dessa forma criamos o hábito de fazer tudo de forma virtual, usamos o computador ou celular para tudo, desde as atividades mais simples como fazer compras no supermercado, farmácia e pagar boletos e isso não favorece em nada para a prática de atividade física.

A mudança da mentalidade e de hábitos não depende apenas das governanças, mas de toda a sociedade, através da educação adotada dentro das escolas, em casa e o próprio individuo em entender que a autodisciplina ajuda a organizar a vida, e que fazendo melhores escolhas terá mais saúde, mais disposição e estará menos propenso a doenças, logo o Sistema Único de Saúde (SUS) ficará menos sobrecarregado, fazendo com que se tenha um atendimento mais rápido e com qualidade para quem realmente precisa.

A prática regular de atividades físicas não só previne doenças como hipertensão, diabetes, obesidade, câncer e doenças cardiovasculares, como contribuem para uma sensação de bem-estar e redução do estresse. Além disso, colaboram na prevenção de sintomas de depressão, ansiedade, melhora a qualidade do sono, ajuda no controle de peso e aumenta a autoestima, todos essenciais para uma boa saúde mental, e, ainda diminui o risco de doenças como Alzheimer e Parkinson. Já a prática de yoga e meditação, promovem o relaxamento, além de aprimorar a resiliência emocional, também desempenham um papel fundamental na prevenção de doenças físicas e mentais. É essencial que a sociedade reconheça e promova os benefícios da atividade física como parte integrante de uma abordagem holística para a saúde mental. Ao enfrentar esses desafios de frente e investir em iniciativas de saúde pública, podemos criar um futuro mais saudável e sustentável para todos.

Imagem de rosto da Raquel Carneiro

Autor

Raquel Carneiro

Economista especialista em planejamento e tributação previdenciária (CORECON/SC Nº 3884 e COFECON/CNPEF Nº 749)